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Como ensinar empreendedorismo para os filhos

O mundo mudou faz tempo e vai continuar mudando. Consequentemente o formato do trabalho formal também está se transformando e acredito cada vez menos que nossos filhos não trabalharão como muitos de nós já trabalharam. Ir até a empresa, ter hora para entrar e sair. Penso que isso um dia vai acabar. Mas não só por isso, acho que ensinar o empreendedorismo para nossos filhos vai além. É de uma forma incentivá-los a correr atrás dos próprios sonhos. Porque afinal, não podemos esperar nossos sonhos caírem do céu. Portanto, precisamos ensinar o empreendedorismo para os nossos filhos. Mas Shirley, isso é possível?

Eu acredito que sim. E nesse post a psicóloga Nívea Loza, conta pra gente como inserir o empreendedorismo na vida de nossos filhos.

Como ensinar empreendedorismo para os filhos

Você concorda comigo que uma das palavras mais ouvidas nos últimos tempos é “Empreendedorismo”?

E, antes que você pense que quero incentivar o trabalho infantil, vamos entender o que significa empreendedorismo. No dicionário, “empreender” significa conseguir ou tentar fazer algo muito difícil; colocar em desenvolvimento e/ou execução; realizar, empreender tarefas; empreender passeios. Empreender é sinônimo de entabular, experimentar, começar, intentar, delinear, abocanhar, tentar, etc. 

Segundo Séneca, “muitas coisas não ousamos empreender por parecerem difíceis. Entretanto, são difíceis porque não ousamos empreendê-las.”.

Empreender não significa somente a ação prática de criar um negócio próprio, ou que só tenha relação com trabalho. Significa, também, atitude de inovar, experimentar e transformar ideias.

Trocando em miúdos e indo pera onde eu quero chegar, é ensinar o filho a pescar e não lhe entregar o peixe de bandeja, simples assim…

Confesso que ando bem assustada no consultório com o número de crianças imediatistas e que querem tudo de mão beijada. Vale a lei do menor esforço, vale o: “eu peço e ganho”; e muitos pais estão contribuindo (e muito) para facilitar esse comodismo dos filhos. Alguns, porque se sentem culpados por ficar o dia todo fora. Outros porque acreditam que incentivar e ensinar algumas coisas dá muito trabalho. No entanto, hoje com toda nossa tecnologia onde em um click a criança tem tudo nas mãos fica “quase” impossível de competir. Porém, eu disse “quase”, porque de verdade eu ainda acredito que precisamos urgentemente parar de dar o peixe pronto e começar de verdade ensinar nossas crianças a pescarem.

Você consegue imaginar em que adulto seu filho se transformaria se desde pequeno aprendesse a empreender? Uauuuuuuuu… É na infância que temos a mente em plena criatividade, é na infância onde ainda não adquirimos tantas crenças limitantes, é na infância onde a fantasia rola solta. Empreender na infância seria como criar um parque de diversões dos sonhos.

E quantos experimentos poderiam ser testados, quantas iniciativas com acabativas poderiam acontecer? Resolução de problemas. Lidar com frustrações. Ideias iriam brotar como flores na mente dessas crianças empreendedoras.

Aprender a empreender brincando não seria o máximo?

E como não gosto de falar naquilo que não testei preciso novamente contar minha experiência como mãe. Para que não sabe ou não lembra, sou mãe da doce Nicole, de 12 anos.  Nicole já ouve falar de empreendedorismo há algum tempo, segue jovens talentos nessa área também seguindo minha recomendação.

Nicole ama coisas de papelaria e slime (meleca feita pelas crianças que no meu tempo era a famosa “Geleca”), faz isso por várias horas no dia, é claro, depois de suas obrigações escolares e de casa. Primeiro fazia sozinha, depois começou a compartilhar com as amigas, trocando materiais e receitas. Começou sua produção, deu de presente, trocou e brincou muito com isso. Até que começou a pensar como conseguiria dinheiro para comprar mais material, afinal nessas melecas vai de tudo e mais um pouco, de óleo de bebê a bicarbonato de sódio. A mesada só não era mais suficiente. Foi daí que veio a ideia de empreender na cabecinha dela.

Acreditem conversamos semanas sobre isso, ideias surgiam como purpurina, levantamos todos os prós e os contras da questão, sonhamos com momentos felizes, criamos materiais de imagem, montamos kits, pesquisamos preços, cotamos produtos internacionais, usamos a matemática. E porque estamos falando “nós”? Porque estamos juntas nessa, levando a sério, mas como uma grande brincadeira de empreender. Vocês não imaginam quantas conexões foram feitas e quantas ideias foram comemoradas.

E não pensem que ela largou a escola ou seus compromissos por causa disso, pelo contrário. Mas garantimos menos celular, menos computador e tablet na vidinha dela nesses últimos tempos. Usamos para pesquisa, não jogando o tempo dela fora com algo que não iria acrescentar em nada. A ideia de empreender reforçou as matérias da escola como a matemática nas cotações feitas e também o português para redigir suas propagandas. Fez pensar mais, buscar a criatividade, negociação e até mesmo em alguns momentos teve que lidar com a frustração.

Leia também: sobre minha experiência de trabalhar em casa

Ah, que orgulho da minha menininha… Não imaginam quanto nesses últimos meses. É quem segura a lojinha dela agora. Contudo, ela também entendeu que sozinha não seria bom. Afinal, é muito menininha ainda, daí veio à ideia da sócia, isso mesmo, ela arrumou uma sócia, a prima, moça de 17 anos, criativa e inteligente ao extremo. Está no Canadá se preparando para iniciar a faculdade lá, mas topou ser a sócia da doce Nicole. E tenho certeza que esta sociedade será um grande sucesso para as duas porque elas estão aprendendo a pescar.

A brincadeira virou um negócio, e acredito que será um negócio divertido. Afinal, planejou, avaliou, pesquisou, imaginou, testou e agora vai colocar em prática.

Conheço histórias incríveis de crianças empreendedoras, incentivadas pelos pais empreendedores ou não, mas pais que se preocupam em trazer para o filho uma vida mais repleta de oportunidades e ensinamentos.

Pais que assumem a responsabilidade de educar um filho, não delegam para a escola ou para terceiros, assumem seu papel nas horas que lhe são permitidas. E não estou falando em quantidade e sim de qualidade. Assim como muitas mães trabalho muitas horas, ainda tenho casa para cuidar, mas nas horas que tenho com minha filha garanto aprendizado e diversão para as duas.

E aqui vai uma reflexão para você pai ou mãe: Você se sente responsável ou culpado na educação dos seus filhos?

Espero, do fundo do meu coração, que a resposta seja responsável. Se não for, corra atrás, ainda dá tempo, sempre é tempo.

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