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Contrações de treinamento e trabalho de parto: quais as diferenças

Se tem uma dúvida que sempre pega as mães de primeira viagem é a questão de saber identificar as contrações. Sim, porque existem dois tipos. Contrações de treinamento e a de trabalho de parto. Mas quais são as diferenças delas?

No post de hoje, você aprende a diferenciar uma contração da outra e nesse post AQUI você aprende a identificar o trabalho de parto em seis passos. Confira e compartilhe!

Quais as diferenças das contrações de treinamento e contrações de trabalho de parto

O útero é um órgão essencialmente muscular com formato e dimensão aproximada de uma pera de tamanho médio. A parte superior – mais larga – tem o nome de fundo uterino e a porção mais estreita , que se apresenta ao fundo vaginal, denominamos de cervix ou colo uterino. O interior do órgão chama-se cavidade uterina e é revestida pelo endométrio.

A parte mais espessa – miométrio – é constituída por fibras musculares lisas, entremeadas por tecido conjuntivo e vasos sanguíneos que irrigam o órgão, a placenta e, por seu intermédio, o bebê. Durante a gestação, estas fibras se alongam e espessam, secretam colágeno e o órgão apresenta grande crescimento.

Imaginem que o útero chega a aumentar cerca de 20 vezes em relação a um útero não gravídico e a capacidade de contenção de sua cavidade pode aumentar até 1000 vezes!

Terminada a gestação muitas fibras musculares degeneram ou encurtam e enzimas reduzem substancialmente o colágeno, diminuindo o útero às suas dimensões de antes da gravidez. Como órgão muscular, que é, o útero praticamente contrai desde que uma gestação ali se instala. Damos, a isso, o nome de contrações de Braxton Hicks ou contrações de treinamento ou ainda “contrações falsas” .

Leia também: os exames mais importantes durante a gestação

As contrações de treinamento foram descritas pela primeira vez em 1872 pelo médico inglês John Braxton Hicks. Indolores e sem ritmo, em geral são percebidas por volta da oitava semana de gravidez. E vão aumentando com a progressão da idade gestacional. São relatadas como uma “pressão” ou “endurecimento” eventual do útero. A barriga fica dura durante cerca de 30-40 segundos, sem ritmo, geralmente sem dor ocorrendo, geralmente, à tarde ou à noite.

As contrações de treinamento podem estar associadas também a atividade física excessiva ou a situações de stress. Embora possam provocar desconforto e assustar a gestante, não evoluem para o trabalho de parto verdadeiro. Na maioria das vezes, cessam com mudança de posição ou da atividade que a gestante está fazendo.

Compete a nós médicos, esclarecer e orientar antecipadamente à gestante quanto a estas ocorrências e ensinar a diferenciá-las com as contrações de parto verdadeiras. Para que não achem que estão diante de um trabalho de parto prematuro.

Em resumo, como lembrete, guardem estas observações

As contrações de treinamento ou falsas são contrações fracas (baixa frequência e amplitude) sem ritmo. Com duração de menos de 1 minuto. Ocorrem mais no segundo trimestre da gestação. São mais sentidas no baixo ventre, não tem padrão progressivo, não se acompanham de dilatação do colo uterino. E, em geral, atenuam ou cessam com o repouso físico ou a mudança de posição . Elas são as responsáveis pelo chamado falso trabalho de parto. É ela que tantas vezes leva as gestantes, principalmente as de “primeira viagem” a um “vai e vem” à maternidade, de onde saem com o diagnóstico de alarme falso.

Já as contrações verdadeiras, que independem da mudança da posição ou atividade física, são regulares. Progressivamente mais intensas, doloridas, frequentes – uma contração a cada 10/15 minutos por uma hora no início do trabalho e, chegando a uma contração a cada 1 ou 2 minutos, mais duradouras (durante um minuto ou mais). E, portanto, mais eficazes para o trabalho de parto. Se essas contrações ainda são acompanhadas de dilatação progressiva do colo do útero e progressão do bebê pelo canal do parto fique certa de que o nascimento do seu bebê está próximo.

O importante é que se você tem dúvidas não deixe de procurar o médico. Sobretudo se a progressão dos sintomas persistir. Ou se estiverem acompanhadas de perdas sanguíneas ou sanguinolentas, de líquidos incolor ou com coloração de urina, em jato ou contínuo. O que pode sugerir rotura da bolsa das águas.

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