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Cume do Mont Blanc: A história de um português aventureiroNOCTULA Channel

Em agosto de 2009 decido subir sozinho o Mont Blanc, a mais alta montanha dos Alpes e da União Europeia, atingindo uma altitude de 4810 metros. Não disse nada a nenhum dos amigos que me acompanharam nas três tentativas anteriores.

O treino para esta aventura resumiu-se a várias idas à Serra da Estrela e muito ginásio, fazendo apenas CardioFitness. Onze meses passaram num ápice desta última vez, e já estava a caminho do Mont Blanc.

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Quando chego a La Fayet apanho de imediato o comboio de cremalheira. Só a viagem até à estação terminal recomenda-se, pois a paisagem é deslumbrante.

Mal saio do comboio cometo um erro de maçarico, nunca se transporta nada fora da mochila. Por esquecimento, deixei uma pequena garrafa de água no compartimento exterior e alguém deu um toque sem querer, fazendo com que a garrafa saltasse da mochila. Resultado: uma garrafa a rebolar encosta abaixo!

Sinto-me bastante forte e muito mais rápido em comparação com as últimas tentativas. Primeiro objetivo: pernoitar no refúgio sem guarda Les Houches. Ao chegar a este refúgio encontro um grupo de Japoneses a comentar entre si e a observar a imponente encosta do Goûter. Bastante simpáticos… Cumprimentei-os, mas não ligaram nenhuma!

Instalo-me logo à entrada do refúgio. Pouco tempo depois, os Japoneses foram para o compartimento ao lado. Já conhecia o interior deste refúgio, da 1ª e 2ª tentativa de subida ao Mont Blanc. Recordo-me de um pequeno rato, que aparecia e desaparecia várias vezes, como se estivesse a meter-se connosco.

Poucas horas depois, acordo com o barulho do pacote de frutos secos e acendo o frontal. Era o famoso rato, que decidiu meter-se dentro da embalagem.

Decido retomar a ascensão. Arrumo o saco-cama e arranjo melhor a mochila. Estava entusiasmado e algo me dizia que seria desta vez que a montanha permitiria que chegasse ao seu cume.

Fico bastante impressionado com a minha forma física e, quando dou por mim, já estou a calçar os crampons perto do refúgio Tetê Rousse.

refúgio Tête Rousse monte branco alpes

Refúgio Tetê Rousse

Mais uma vez estou de frente para a passagem do Grand Couloir. Sinto-me tranquilo e avanço o mais rápido possível, após ter aguardado a minha vez, porque só passam alpinistas num sentido de cada vez.

Mais rápido do que nas últimas três vezes subo a encosta do refúgio do Goûter sem parar. A ideia era pernoitar neste refúgio. Mas estava bom tempo e sentia-me bastante forte e em grande forma física, por isso continuei a ascensão!

Demorei três horas a finalizar a encosta que dá acesso ao cume Dome do Goûter. Durante a subida, no meu lado esquerdo vejo um helicóptero que estava a participar numa operação de resgaste, por causa de um alpinista que tinha caído numa fenda de glaciar

Durante a subida tenho como companhia, do meu lado direito a fantástica, aresta da Aiguille de Bionnasay.

Finalmente chego ao cume Dôme du Goûter a 4304 metros de altitude. Sinto a fadiga a tomar conta de mim e avanço em direção ao refúgio Vallot. Nesta altura recebo uma mensagem do meu amigo Rodrigo a informar que iria ter bom tempo nas próximas horas. Penso: Será que é desta vez que vou conseguir?

mont blanc ascensão cume Dome du Goûter

Samuel Passos – Dome du Goûter

Demoro bastante tempo até chegar ao refúgio Vallot. O local estava cheio e não havia espaço para mais ninguém. Estavam Russos, Ingleses, Espanhóis, tudo a falar ao mesmo tempo! Que mistura de sons.

Acordo com o despertador do altímetro e vejo a pequena janela do refúgio obstruída, sem qualquer visibilidade para o exterior. O primeiro pensamento: Tempestade! Mas afinal era só o vidro embaciado! Ao sair do refúgio, estava um fantástico céu estrelado. Neste momento soube que iria conseguir.

Agora iria passar pela Arest des Bosses, onde só cabe um pé de cada vez. Passo-a com a máxima precaução e, como bónus, a Natureza brinda-me com um fantástico nascer-do-sol. Sem adjetivos para caraterizar o momento…

Falta pouco até ao cume e, de vez em quando, para recuperar o fôlego, paro para viver aqueles momentos únicos que só a montanha pode oferecer.

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Samuel Passos – cume do Mont Blanc

Chego à aresta somital do Mont Blanc e finalmente ao cume, a 4810 metros de altitude, às 07h:00m no dia 6 de agosto de 2009. Palavras para descrever o que se sente ou o que se vê? Não existem…

Aceitem o desafio, tentem e guardem na vossa memória e coração todas as emoções vividas.


Este artigo foi escrito pelo diretor da Trilhos e Cumes, uma empresa de Pedestrianismo, Escalada Desportiva e Clássica, Alpinismo e Himalaísmo, e guia de montanha.

montanhismo e escalada em Portugal, Alpes, Pirenéus e HimalaiasImagem em destaque: créditos

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